5/30/2010

Saber amar é algo complicado I

E talvez um dia nós nos encontremos e talvez possamos conversar e não apenas falar...
Não acredite nas promessas porque não há promessas que eu cumpra,
E meu reflexo me inquieta, assim aqui vou eu.
Não estou pedindo uma segunda chance,
Estou gritando com toda minha voz
Me dê razão mas não me dê escolha.
Se não eu vou cometer o mesmo erro.

Não estou pedindo uma segunda chance,
Estou gritando com toda minha voz
Me dê razão mas não me dê escolha.
Senão eu vou cometer o mesmo erro outra vez.

***Do Livro Ame e De Vexame***

Custou-me muita dor, solidão e desespero aprender que sentir amor é uma potencialidade vital minha, é produção criativa da pessoa que sou e, para amar, dependo apenas de mim mesmo. E sua expressão e comunicação são produtos da liberdade pessoal e social conquistada.


Em minha inocência e ignorância, eu atribuía a algumas pessoas o poder de liberar, produzir, fazer exercer-se e se comunicar o amor em mim e de mim. Esse amor pertencia, pois, exclusiva­mente a essas pessoas, ficando eu delas dependente para sempre. Se, por alguma razão, me deixassem ou não quisessem mais produzi-lo em mim, eu seca­va de amor e — o que é pior — ficava em seu lugar, na pessoa e no corpo, uma sangrenta ferida, como a de uma amputação, que não cicatrizaria jamais.

Certamente foi isso o que fez Shakespeare levar Romeu e Julieta à morte, bem como Goethe fazer Werther se matar e, em conseqüência, muitos de seus leitores tentar suicídio. Não tenho a menor dúvida de ter convencido meus personagens Cléo e Daniel a optar pelo suicídio quando lhes provei ser impossível o amor total na sociedade burguesa.

Entretanto, algo em mim, já naquela época, fazia-me duvidar dessa tese, pois, após tomar o me­dicamento que iria matá-los, tentam o amor pela última vez. Para sua grande surpresa, o amor volta inteiro, completo. Libertando-se, através do suicí­dio, da vida social burguesa, redescobrem o senti­mento essencial. O seu amor estava lá, neles e entre eles, pronto e todo, intocado. Começam a pedir socorro, pois não querem mais livrar-se da vida. Porém, estavam nus, batendo nas portas dos aparta­mentos. Em lugar de chamar a ambulância (eles só diziam a palavra amor), os moradores do prédio pedem a ajuda da polícia. Cléo e Daniel morrem na delegacia.

Liberdade é como o camino no poema de Antonio Machado:

Caminante no hay camino, se hace camino al andar.
De amor em amor. De vexame em vexame.

Nenhum comentário:

PERDENDO MEUS CAMINHOS, RECUPERANDO MEU DESTINO

Este blog tem intenção de me aproximar mais das pessoas do meu mundo...principalmente das que não vejo tão seguido...daquelas que mais gosto... das que as vezes odeio, das que as vezes tolero, das que as vezes amo....também pra deixar aquele recado pra quem me espia e acha que não sei!! Rsrsrsr Além de expor o que tenho dentro desta mente blogueira e romântica...!!!Não Espere, caro leitor, aqui, textos poéticos ou geniais, exuberantes e trabalhosos, só se verá aqui um monte de palavras juntadas desconexamente formando uma mistureba de idéias, besteiras, medos, paranóias, crises de consciência, sabedoria e tudo mais que surgir nessa mente inquieta...Seja Bem Vindo.



Não esqueça de deixar seu comentário!!!!



ahhhh e volte sempre....




Muito prazer... Camila