Lembra-se de como você era dez anos atrás?
Além do corte de cabelo, seus interesses eram diferentes, seu corpo era possivelmente mais rígido e sua cabeça certamente não era a mesma de hoje, commmmmm certeza!!!
Depois de dez anos, é claro que a cama também mudou, o colchão, o seu desejo, o seu desempenho. Algumas coisas continuam iguais - como aquela pinta no ombro direito ou a vontade de ganhar uma lingerie vermelha de presente de aniversário - mas outras acabam mudando quando se tem 20, 30 ou 40 anos de idade. Como vai ser o sexo daqui a dez anos? ás vezes prefiro nem pensar, mas se torna necessário a medida que o tempo vai trazendo seus efeitos. Frio, morno ou quente?
Na cama, no sofá, no carro, no motel ou em qualquer outro lugar, quando o desejo toma conta, resistir ao prazer é difícil, sempre. Além de ser uma atividade deliciosa, especialistas e sexólogas garantem que os efeitos positivos em nosso corpo vão muito além daquela sensação de êxtase pós-orgasmo.

O simples toque do casal apaixonado provoca uma série de benefícios orgânicos. Durante o ato de fazer amor, acontecem alterações que têm seus efeitos prolongados sobre o organismo. Só é preciso ter clima' para que os benefícios ocorram e atuem em nosso corpo.
Olha ai:
1. Ajuda a emagrecer e exercita várias musculaturas. Trinta minutos de sexo intenso queima pelo menos 85 calorias. Acho pouco! mas saiba que o efeito é cumulativo. Isto significa que fazer 45 sessões de meia hora - ou seja, se você fizer pouco menos de uma hora de sexo por semana em um mês - podem queimar mais de 3.825 calorias, o suficiente para perder mais de meio quilo! O "exercício" pode ser comparado à prática de esportes como natação ou mesmo correr alguns metros por dia. E, convenhamos, é mais agradável que ir à academia. "O sexo regular tonifica a musculatura", afirmam as sexológicasssssssssss!
2. Faz bem ao coração. E não estamos falando apenas da paixão, que se fortalece ainda mais com uma boa noite de amor. O sexo é uma exercício para a musculatura cardíaca também. "Durante a excitação, os batimentos cardíacos podem subir a mais de 180 bpm", lembra a sexóloga Valéria Walfrido.
3. Aumenta a auto-estima e ajuda a combater a depressão. Para começar, quem é que não gosta de se sentir desejada e atraente? "A pessoa que seduz ou é seduzida se sente bem consigo mesma. O ato sexual como um todo tem uma dinâmica que favorece a procura pelo bem-estar. A disposição e o pique para atividades do dia-a-dia também aumentam", afirma Margareth dos Reis. Cientistas garantem que a relação sexual, quando satisfatória, melhora a percepção da própria imagem corporal, além de reduzir a ansiedade e a incidência de problemas psiquiátricos, depressão e suicídio. "Ela dá condições para que a pessoa comece a olhar para si e gostar de viver essas e outras possibilidades de prazer, contribuindo para a melhora da auto-estima e até de estados depressivos", reforça a psicóloga Arlete Gravanic.
4. Desenvolve o vínculo com o parceiro. Na hora do prazer, há uma grande produção de oxitocina, considerado o "hormônio do amor", no hipotálamo e sua liberação pela hipófise. Valéria Walfrido destaca justamente a função da oxitocina: "Este é um hormônio ligado à sensação de segurança e à formação de elos, que faz com que a mulher se entregue e se abra mais", diz. Margareth dos Reis complementa: "A troca de momentos afetivos contribui cada vez mais para que os vínculos entre o casal se fortaleçam".
5. Melhora a qualidade do sono. O sexo é relaxante e pode ser um aliado contra episódios de insônia. Isso porque, após o orgasmo, ocorre a liberação da oxitocina, que é um sedativo natural e ajuda a adormecer. "A descarga de tensão após o clímax leva ao relaxamento. O sono fica melhor e nos sentimos mais leves enquanto dormimos", explica a terapeuta Margareth dos Reis.
6. Diminui o estresse e a ansiedade. Muitas pesquisas já mostraram que o toque tem um efeito calmante nos seres humanos. E os benefícios vão além da sensação prazerosa do tato: as carícias na pele, comuns durante o ato sexual com quem se ama, causam uma redução do efeito do cortisol, hormônio secretado quando estamos sob estresse. "O sexo é capaz de nos fazer mudar o foco de nossas atenções e esquecer problemas profissionais, por exemplo, amenizando a ansiedade", acrescenta Margareth.
7. Trata naturalmente a pele e deixa a mulher mais bonita. O prazer sexual favorece a produção de estrogênio (hormônio sexual feminino) e de colágeno: o primeiro é responsável pela distribuição de gordura no corpo e pelo brilho e textura da cútis feminina; o segundo é uma proteína essencial para o organismo, que une e fortalece os tecidos, conferindo firmeza e elasticidade à pele. Além disso, durante o ato sexual a temperatura do corpo sobe, estimulando a sudorese e o fluxo de sangue na superfície da pele que, mais irrigada e com os poros desobstruídos, acaba tornando-se mais resistente aos efeitos do envelhecimento.
“Sempre é bom se prevenir e não esquecer de usar preservativo. E mesmo com o uso da camisinha, é importante uma boa higiene corporal e um especial cuidado com a higiene genital”
8. Pode prevenir doenças infecciosas. Segundo um estudo norte-americano, quem tem uma ou duas relações sexuais por semana atinge níveis mais altos de imunoglobulina A, anticorpo que ajuda a proteger o organismo contra resfriados e outras infecções.
9. Reduz riscos de câncer e impotência no seu parceiro. Relações sexuais freqüentes podem prevenir o câncer de próstata no futuro. Segundo estudos, homens que ejaculam pelo menos cinco vezes por semana quando jovens reduzem em um terço as chances de desenvolverem o tumor. E quanto mais se faz sexo, menor é a incidência de problemas de ereção.
10. Pode indicar possíveis problemas. Da mesma forma que contribui ara o equilíbrio emocional e físico, o sexo (ou a falta dele) pode ajudar a sinalizar algum desequilíbrio no seu organismo. "As disfunções sexuais servem como um marcador, e normalmente sinalizam algum problema psíquico, físico ou psicossocial na pessoa", esclarece a psicóloga Margareth dos Reis. Um homem com dificuldades de ereção ou ejaculação precoce pode estar se sentindo inseguro ou com depressão, uma jovem que sente dor durante as relações pode estar com alguma irritação vaginal, uma mulher que perdeu o desejo ou que está com a libido reduzida talvez esteja sob forte estresse por causa de trabalho etc.
Mas não esqueça: para que o sexo seja realmente prazeroso e benéfico para você, é fundamental praticá-lo com segurança e higiene íntima e bucal.
"Sempre é bom se prevenir e não esquecer de usar preservativo. E mesmo com o uso da camisinha, é importante uma boa higiene corporal e um especial cuidado com a higiene genital. O sexo deve ser um encontro de prazer; mais do que emagrecer, limpar a pele ou exercitar os músculos, ele deve fazer com que a pessoa se sinta viva e aprenda a tirar prazer do seu corpo e da vida", conclui a terapeuta sexual Arlete Gavranic.
Aos 20
Aos 20 anos, quanta vitalidade, jovens fazem preliminares de duas horas, transam pelas escadas do prédio e depois contam tudo para as amigas. É assim com 22 anos, - os detalhes deixa-se para as amigas íntimas.
“É um aprendizado que vem com a idade. À medida que os anos passam, a qualidade do sexo aumenta, mas a quantidade pode diminuir”
Nos 20 anos tudo é uma grande novidade. A mulher ainda está aprendendo e pode ter dificuldade de atingir o orgasmo", afirma, lembrando que a experiência vem com o tempo e o sexo vai ficando cada vez melhor.
Aos 30
A balzaquiana tem mais estrada. Não quer transar apenas com o homem que julga ser sua "cara-metade", topa sexo casual e diz saber aproveitar bem os momentos debaixo dos lençóis. É comum haver uma diminuição do desejo aos 30 anos. "É comum que a mulher comece a se lubrificar no meio da relação, uma vez que o homem pára de investir nas preliminares", explica a sexóloga, sublinhando que o casal não pode parar de priorizar a sexualidade. "Depois de três anos de relacionamento, vem a primeira crise, pois termina a paixão e vem a rotina", alerta!!!!!
"Ela é experiente, conhece o próprio corpo e está apta a ter uma vida sexual muito boa", afirma a sexóloga, lembrando que a mulher é mais exigente aos 40. "Ela sabe dar prazer ao parceiro e também quer qualidade em troca", adverte. Mas nem tudo são flores... "Entre 45 e 50 anos, a mulher pode entrar na menopausa e observar diminuição do desejo e da lubrificação", afirmam os entendidos, sugerindo que o gel lubrificante vire parte integrante do ato sexual.
Cada relação é uma relação e que boa parte da qualidade sexual está nas mãos dos homens: "Se ele é dedicado e se mostra preocupado em estimular sua parceira, não há mulher que não funcione", afirma, ressaltando que o sexo tende a melhorar com o passar dos anos. "É um aprendizado que vem com a idade. À medida que os anos passam, a qualidade do sexo aumenta, mas a quantidade pode diminuir", resume.